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Quarta, 30 Outubro 2019 20:26

Era uma vez o egoísmo humano

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Nenhuma história humana é escrita sem a presença de uma ou duas mãos amigas que se estendam em nossa direção, seja amiga, sem contudo, ser como alguns filósofos que apontam causas e efeitos e nem sempre materializam soluções.

Lembre-se: O ser humano é como uma caneta ambulante que pode escrever sua própria história. História essa, onde cada vez que você ajuda alguém, você marca um gol contra no campo do egoísmo que existe em cada um. No entanto, às vezes, o campo de egoísmo da vida da pessoa é tão grande que não consegue ver nada além de suas próprias e exclusivas necessidades, prejudicando pessoas e situações de relevância colossal, em razão unicamente de seu egocentrismo exagerado e do medo de não ser mais considerado o centro do universo, como se o mundo fosse obrigado a girar ao seu redor. Segundo o site https://agazetadoacre.com,” egoísmo, à luz de bons dicionários, é amor excessivo ao bem próprio, sem consideração aos interesses alheios. Exclusivismo que faz o indivíduo voltar para dentro de si, num egocentrismo sem medida. O site ainda ressalta que algumas espécies do gênero animal são egoístas por instinto. Alguns seres humanos, no entanto, podem ser egoístas por presunção e patologia interior. Doença instalada nas entranhas da faculdade da alma humana. Mas ser egoístas é uma opção... Breno Freire Dias fala que por vezes o egoísmo impede a muitos de ver além de si mesmo, não conseguindo ver o próximo por mais próximo que esteja. Nesse contexto, a essência do egoísmo se resume em transformar algo em sua propriedade particular, sem que tivesse acesso a nada que fosse beneficiar a sociedade, porque só a própria pessoa precisa ser beneficiada, ainda que isso cause prejuízos a outros. Assim sendo, como diz Maria Izabel Mendonça Nogueira, quando Deus nos criou, nos fez incompletos... Não por relapso, por descuido ou por egoísmo. Nos fez incompletos de propósito para que buscássemos, ao longo de nossas vidas, mesmo que de forma inconsciente, pessoas que contribuíssem com os pedacinhos que nos faltam. A escritora Maria Fernandes ainda vai mais longe. Aduz que Infelizmente, o egoísmo está presente na própria natureza humana, mas temos o poder de mudar tal história em benefício da nossa alma e também de amor ao próximo, pois vivemos no coletivo, então, quanto mais fazemos o bem, a sociedade como um todo só tende a ganhar. Então, a escritora ressalta que se cada um pensar no melhor, no bem, sem a intenção de levar vantagem em tudo, consequentemente, este melhor de um refletirá no melhor da maioria.  É claro que Deus nos concedeu o livre arbítrio, com a finalidade de fazermos escolhas tanto más quanto boas. Podemos escolher ser alguém que vai viver apenas para si ou alguém que vai pensar no bem coletivo, ajudar, sem levar vantagem, sem querer nada em troca, porque nem todos fazem as coisas por interesse, talvez só tenham prazer em ver as pessoas felizes. Existe uma música que se chama: “Era uma vez”. Da cantora Kell Smith onde ela faz uma reflexão sobre o fato de termos sido crianças um dia e querermos crescer achando que a vida vai ser mais fácil, menos dolorosa até. Então, ela cresce e descobre a maldade humana, descobre que o mundo pode sim ser um lugar ruim, que as pessoas podem ser vilãs, mas já é adulta e já não é mais como na infância, onde se imagina uma coisa e no dia seguinte volta para a realidade e tudo pode voltar a ser normal. Na vida adulta não é assim. Existem pessoas más de verdade, e aí você descobre que os vilões não existem apenas nas histórias em quadrinhos; eles existem na vida real também e podem sim machucar muito as pessoas sem sentir qualquer remorso em fazer isso. Por vezes, um ser humano vive apenas para si e é incapaz de fazer algo para alguém sem exigir algo em troca e, por imaginar que todos também são assim, não conseguem refletir na possibilidade de existir alguém que possa agir de forma diferente, alguém que simplesmente é capaz de ser bom... Isso é verdade porque no universo nada vive para si. O sol não brilha para si, as flores não exalam cheiro para si mesmas, os rios não correm para beneficiar a si próprios, mas o ser humano é a única criatura de Deus que entende que pode viver em seu mundo único, onde ninguém além de si mesmo pode ser beneficiado e às vezes não fazem ideia das renúncias que as pessoas são capazes de fazer em nome da paz e em benefício do outro. A felicidade não é algo que se busca no final de um passeio ou após comer seu prato predileto ou fazer a viagem dos sonhos... Felicidade tem a ver com o bem estar dos outros, com o que aconteceu durante o percurso em que se buscava ser feliz. Mas é como diz a música de Kell Smith: Dá pra viver... Mesmo depois de descobrir que o mundo ficou mal. É só não permitir que a maldade do mundo te pareça normal. Pra não perder a magia de acreditar na felicidade real. E entender que ela mora no caminho, e não no final...

Lido 129 vezes Última modificação em Sábado, 02 Novembro 2019 03:04
Dra Dolane Patricia

*Advogada, juíza arbitral, Personalidade da Amazônia e

Personalidade Brasileira. Pós-Graduada em Direito Processual Civil, Pós

Graduanda em Direito de Família, Mestre em Desenvolvimento Regional da

Amazônia.

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