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Quarta, 21 Agosto 2019 14:06

Quebrando o silêncio- Contra o abuso sexual infantil

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A campanha Quebrando o Silêncio de 2019 chegará ao seu momento mais marcante no próximo dia 24 de agosto, onde em todo Brasil haverão palestras, passeatas, distribuição de revistas para conscientização das famílias e sociedade em geral.

A campanha tem como tema o abuso sexual infantil e em Roraima serão distribuídas centenas de revistas para adultos e crianças com o objetivo de combater esse crime, pois as crianças que são vítimas desse tipo de violência levam traumas que podem perdurar por toda a vida.

Segundo a Unicef, 15 milhões de meninas foram forçadas a ter relações sexuais somente em novembro de 2017, sendo que 60% delas tinham passado por isso no ano anterior da pesquisa.

É necessário observar mudanças de comportamento para reconhecer quem está sofrendo deste mal. Há um grito de socorro que você precisa reconhecer.

Diante disso, o projeto Quebrando o Silêncio, que é de iniciativa da Igreja Adventista do 7º Dia, está apresentando formas de ajudar a quem precisa, no combate a essa violência silenciosa. 

O site www/tnonline.uol.com.br, traz informações importantes sobre o tema.  Traz inclusive o posicionamento da psicóloga Izamara Vanessa Holak Santana, de Apucarana, que atende vítimas de abuso sexual infantil há seis anos. De maneira voluntária, ela ajuda a polícia a identificar esses crimes. 

Ela explica que a violência sexual vai muito além daquilo que costumamos imaginar num primeiro momento e que os abusos podem se mostrar a princípio de maneira muito sutil. “Ele pode ser desde o verdadeiro estupro até pequenos toques, mostra de imagens, fala pornográfica e prática de atos libidinosos, como até um beijo.”

Segundo a profissional, uma criança que passa por uma situação como essa tende a se calar. Esse comportamento ainda vem acompanhado de outros sinais. 

“A criança sofre solitariamente, principalmente se for por alguém da família, até porque pra ela interpretar aquilo como violência, demora. Então os sinais podem ser um terror noturno, medo de estar sozinha, ela se torna anti-social, volta a fazer xixi na cama, tem falta de apetite, o rendimento escolar cai e deixa de ter prazer nas coisas comuns.”, pontua.

Uma questão muito importante sobre o tema é o diálogo. Por isso, a conversa com crianças sobre esse tema deve acontecer desde os primeiros anos da criança, já que o abuso ou a exploração sexual pode acontecer em todas faixas etárias. 

“Estudos mostram que informações sobre o corpo humano e a sexualidade podem tornar crianças e adolescentes menos vulneráveis à violência sexual. Além disso, fornecem habilidades para que eles procurem ajuda em situações de risco.”

Crianças que têm liberdade para falar com os pais, educadores ou responsáveis abertamente, possuem maior proteção contra eventuais perigos.

Alguns pontos devem ser levados em consideração ao se conversar com uma criança sobre o tema:

Ouça a criança atenta e exclusivamente. Use linguagem simples e clara. Se ela perceber que você reluta em empregar certas palavras, poderá também relutar em usá-las. Reitere que a criança não teve culpa, pois é bastante comum que a vítima se sinta responsável pelo ocorrido.

Diga à criança que, ao contar o que aconteceu, agiu corretamente, pergunte sobre tempo associando a eventos fáceis de lembrar, como Natal, Páscoa, férias, aniversários etc.

Informe à criança de que, se ela está sofrendo violência, você terá que contar isso a outras pessoas para protegê-la, explique o que vai acontecer em seguida, como você vai proceder, ressaltando sempre que ela estará protegida. Isso evita que ela seja surpreendida com as ações dos órgãos competentes e ajuda a criar uma relação de confiança, além de permitir que ela participe das decisões quanto aos próximos passos.

Importa salientar que você só deve expressar apoio e solidariedade por meio do contato físico com a criança se ela permitir. Algumas crianças são induzidas também a achar que é normal ser acariciada e é importante deixar clara a diferença entre carinho e abuso. 

O site https://www.childfundbrasil.org.br relata que o abuso sexual infantil ainda é um tema complicado e difícil de ser abordado, justamente pelos tabus que o cercam, pelo preconceito e pelo silêncio das vítimas – que nem sempre compreendem exatamente o que está acontecendo com elas – e também das famílias que sentem “vergonha” ou não sabem como lidar com a situação. 

O mês de agosto está chegando ao fim, mas o problema irá persistir a não ser que nos unamos contra esse tipo de violência. Precisamos ensinar a criança que ela pode dizer não ao abuso, que pode denunciar, que não precisa ter medo de contar a alguém de sua confiança que está sofrendo abuso sexual.
Aconteceu na Câmara de Vereadores do Município de Santos Dumont –MG, a entrega da premiação do 4º Concurso de Redação, Frase e Vídeo, sobre o tema Abuso e Exploração  Sexual de Crianças.

Uma das frases da Escola Municipal Osório de Azevedo, da Aluna Maria Fernanda de Araújo Rosa / Profa. Márcia Marília A. Alvim, traz o desfecho perfeito:
"Não feche os olhos para a exploração sexual, pelo contrário, abra a boca e denuncie. A omissão é tão cruel quanto a prática. Vamos juntos mudar essa triste realidade."

 

Lido 284 vezes Última modificação em Sábado, 24 Agosto 2019 14:13
Dra Dolane Patricia

*Advogada, juíza arbitral, Personalidade da Amazônia e

Personalidade Brasileira. Pós-Graduada em Direito Processual Civil, Pós

Graduanda em Direito de Família, Mestre em Desenvolvimento Regional da

Amazônia.

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