dolanepatricia@gmail.com

Whatsapp:95 99111-3740

Quarta, 12 Dezembro 2018 14:39

ENERGIA DE ALTO CUSTO

Escrito por
Avalie este item
(0 votos)

ENERGIA DE ALTO CUSTO

Dolane Patrícia*

 

A Intervenção federal em Roraima vai resolver vários problemas, mas, a questão da energia elétrica ainda continuará sendo um pesadelo, principalmente no momento em que o consumidor receber a fatura de energia elétrica.

O Estado de Roraima precisa urgente de uma energia de qualidade. O Brasil possui muitos rios com grandes desníveis, uma das soluções mais econômicas para produzir energia é aproveitando a força das águas, construindo usinas hidrelétricas.

As usinas hidrelétricas produzem mais de 90% da energia elétrica consumida no Brasil. Elas dependem da água dos rios em níveis adequados em seus reservatórios para gerar energia.

Já parou para pensar como haverá um aumento no consumo de energia e na fatura com a chegada do verão?

Dessa forma, haverá um grande aumento no consumo de energia (na fatura nem se fala) e construir novas hidrelétricas significaria grandes impactos ambientais, pois tendem a alagar áreas extensas, alterando o ecossistema.

Quanto às usinas térmicas, elas têm um custo de geração bastante elevado e poluentes que são prejudiciais ao planeta, no entanto, funcionam como suplementação do sistema quando as hidrelétricas, por motivo de escassez de chuvas, não têm condições de gerar toda a energia de que o País necessita, por isso mais uma vez que se insiste na importância de resolver os problemas energéticos através da construção das torres do Linhão de Tucuruí.

Segundo o site enciclopédia livre, o SIN – Sistema Interligado Nacional – “é um sistema de coordenação e controle, formado pelas empresas das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e parte da Região Norte, que congrega o sistema de produção e transmissão de energia elétrica do Brasil, que é um sistema hidrotérmico de grande porte, com predominância de usinas hidrelétricas e proprietários múltiplos, estatais e privados. Apenas 1,7% da capacidade de produção de eletricidade do país se encontra fora do SIN, em pequenos sistemas isolados localizados principalmente na região amazônica.”

Roraima é o único do Brasil em sistema isolado, uma vez que compra eletricidade hidrelétrica da Venezuela, mais uma razão para questionar os aumentos exorbitantes na fatura (é necessário procurar o PROCON, a justiça se for preciso, mas a população não pode manter-se silente).

Esse Sistema Interligado Nacional do Brasil é um sistema predominantemente hidrotérmico de grande porte, constituído de instalações de produção e transmissão de energia elétrica, todas interligadas, que atende cerca de 98% do mercado nacional de energia elétrica

O SIN foi criado para facilitar o intercambio de energia entre as regiões, diminuindo consideravelmente o risco de racionamento.

Já o ONS – Operador Nacional de Sistema Elétrico coordena e opera a geração, transmissão e energia elétrica do País, possui centros regionais para facilitar a integração com os agentes de geração e transmissão.

Após o sinal amarelo dado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) em outubro de 2012 em função dos baixos níveis dos reservatórios dos subsistemas que abastecem a geração hídrica, diversas usinas termoelétricas por disponibilidade foram chamadas a operar.

A demanda por eletricidade está tão forte, que as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste bateram novos recordes, segundo o ONS.

É preciso ainda levar em consideração que o número de termelétricas instaladas no país e a capacidade de geração de energia por elas são bem superiores aos anos anteriores. De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), apenas em 2013 entraram em operação 4 mil MW, número recorde.

Esse recorde na geração termelétrica ocorre em meio à alta no consumo de energia provocado pelo calor intenso.

É necessário antecipar-se a problemas futuros que demandem ações mais severas ao sistema elétrico, evitando medidas mais rigorosas, como por exemplo, o racionamento involuntário de energia, através dos apagões constantes.

É um assunto muito interessante, porque, a estrutura atual do SIN facilita o intercambio de energia entre as regiões, sendo que no caso do NORTE e NORDESTE ocorre através das linhasde transmissão da Eletronorte.

Nós aparecemos como consumidores finais, aqueles que vão utilizar essa energia toda (pagando um preço absurdo) o que precisa ser feito com muita responsabilidade.

Considerando os absurdos aumentos na fatura de energia elétrica, a péssima qualidade em razão dos apagões a questão futura que precisa ser pensada, alertando as autoridades a levarem a sério a solução dos problemas que hoje impedem o Linhão de Tucuruí ser uma realidade.

A energia revolucionou por completo o modo de vida humano em todos os aspetos. Foi em 1879 que a energia foi usada pela primeira vez, deve ter sido uma alegria imensa... Imagino que a alegria tenha durado até o momento da cobrança da primeira fatura...  

 

*Advogada, Juíza Arbitral, Mestre em Desenvolvimento Regional da Amazônia, pela UFRR Pós Graduada em Direito Processual Civil, Acesse: dolanepatricia.com.br - WhatsApp: 90911-3740

Lido 613 vezes
Dra Dolane Patricia

*Advogada, juíza arbitral, Personalidade da Amazônia e

Personalidade Brasileira. Pós-Graduada em Direito Processual Civil, Pós

Graduanda em Direito de Família, Mestre em Desenvolvimento Regional da

Amazônia.

Deixe um comentário

Certifique-se de preencher os campos indicados com (*). Não é permitido código HTML.