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Terça, 07 Fevereiro 2017 13:13

As voltas que o mundo dá - O caso Eike Batista

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Nos últimos dias, os brasileiros acompanharam o desfecho de uma das prisões mais comentadas da Operação Lava Jato.  Trata-se da prisão de Eike Batista! O empresário que já foi considerado o 7º homem mais rico do mundo. Ele, que foi casado com Luma de Oliveira, teve sua prisão filmada e transmitida na imprensa falada e escrita, ainda dentro do avião, quando voltava de Nova York, para “passar as coisas a limpo”.

Da união com  Luma de Oliveira, teve dois filhos: Thor e Olin, segundo o Extra, em 2016. Thor, de 25 anos, fez cinco viagens internacionais com a namorada, a modelo Lunara Campos. Enquanto Olin passeou por três países diferentes, inclusive com a mãe, Luma de Oliveira.

Ainda segundo o Extra, Thor e a namorada só se hospedam em suítes presidenciais. Como a que ficaram no Shangri-La Hotel, em Londres, cujas diárias são de R$ 39 mil sempre com viagens de primeira classe. Viajaram também para Dubai, escolheram o luxuoso Emirates Palace Hotel, onde só para dormir e tomar café da manhã paga-se R$ 5 mil à noite.

Noticiaram ainda que eles estiveram nas Maldivas, no Oceano Índico. A viagem de avião custou cerca de R$ 40 mil para cada um, e o hotel R$ 10 mil por dia. Um mês antes, eles curtiram uma lua de mel em Paris. Em julho, o casal ainda deu um pulinho na Alemanha.

Mas em 2017 esse cenário muda, pelo menos para Eike Batista, sua prisão preventiva foi decretada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal, na operação Eficiência.  Conforme noticiou O Globo, a prisão do empresário Eike Batista só foi decretada após delação de dois doleiros, que disseram que o ex-governador Sérgio Cabral recebeu propina do empresário no valor de US$ 16,5 milhões, que equivale a R$ 52 milhões.

Em um país que vive uma das piores crises de sua história, marcado pela desigualdade social e corrupção descontrolada, a prisão de Eike surge como uma esperança de que as coisas ainda podem ser realmente passadas a limpo.

 Muitos assistiam perplexos cada capítulo do declínio daquele que já foi o homem mais rico do País. Considerado fugitivo, a Polícia Federal o aguardava para realizar sua prisão logo após seu desembarque. Sua vasta  cabeleira, que  já causou inveja a tantos, finalmente foi raspada após passar por uma  triagem no presídio Ary Franco, na Zona Norte do Rio.

Sem nível superior, foi para Bangu onde ficam os presos que não são ligados a nenhuma facção, na verdade, depende muito do significado que se dá a palavra facção, uma vez que em Bangu estão vários presos da Operação Lava Jato.

Talvez, a esperança dos brasileiros podem se ascender novamente e muitos poderão finalmente acreditar que cadeia não é lugar apenas de pobre. Possivelmente em razão disso, muitas pessoas foram às ruas assistir a sua prisão para ter a certeza de que “a cena” era tal qual noticiava a TV e as redes sociais.

O site br.blastingnews.com conseguiu expressar um pouco  do sentimento do povo brasileiro ao publicar a seguinte notícia: “A data de 30 de janeiro entra para a história como um importante marco, pois através de seu desfecho, foi lançado um novo delineado à percepção de vida do povo brasileiro, pois, até então, era senso comum dizer que somente pobre ia para a cadeia caso cometesse qualquer delito. Atualmente, a Operação Lava Jato tem mostrado que essa ideia já é coisa do passado e que novas páginas na história da justiça do Brasil, ainda serão escritas.”

O ex-bilionário teve sua cabeça raspada e fotografado com o uniforme do presídio. Muitos perguntaram por que foi necessário tal atitude, se tratando de um  cabelo tão bonito! A resposta é porque a manutenção do cabelo não poderia ser feita em Bangu 9.

Isso porque trata-se de uma prótese de cabelo que precisa ser retirada e lavada mensalmente. De acordo com o cirurgião plástico da Associação Brasileira de Cirurgia da Restauração Capilar, Ricardo Lemos, esse custo gira em torno de R$ 70 mil, foi o que noticiou o site br.blastingnews.com.

Atualmente, segundo o  site Globo.com, Eike divide uma cela com outros seis homens presos pela maior operação anticorrupção da história do Brasil.

Bangu 9 tem capacidade para 541 presos e abriga 422. Ele divide a cela com outras seis pessoas, todas presas em fases anteriores da Lava Jato.

As celas têm 15 metros quadrados, beliches de concreto, sem vaso sanitário, só um buraco no chão que serve de banheiro e um cano com água fria para o banho.

Importa destacar a notícia em destaque publicada pelo site globo.com: “Os investigadores da Lava Jato no Rio dizem que o dinheiro pago a Sérgio Cabral saiu da conta de uma das empresas de Eike Batista no Panamá. Para justificar a transferência foi feito um contrato falso da venda de uma mina de ouro, que agora, descobriu-se, fica na Colômbia, segundo o próprio empresário.”

Segundo o site  veja.com,  Eike Batista já havia afirmado  não ter curso superior e com um certo orgulho até, já que falava cinco idiomas, se orgulhava de sua aptidão empresarial.

Estudou engenharia metalúrgica na Universidade de Aachen, na Alemanha, mas não completou o curso, vaidoso, destacou que fala cinco idiomas.   Por enquanto só vai precisar de um...

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Dra Dolane Patricia

*Advogada, juíza arbitral, Personalidade da Amazônia e

Personalidade Brasileira. Pós-Graduada em Direito Processual Civil, Pós

Graduanda em Direito de Família, Mestranda em Desenvolvimento Regional da

Amazônia.

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